Aguiar Dev
Entrevista com Mônica Hillman
Carreira·10 de outubro de 2024·3 min

Entrevista com Mônica Hillman

Resumo do episódio 64 do AguiarDev Talks. Prefere assistir? Veja o episódio completo →

Tiago Aguiar e Rafael Peixoto estreiam o formato entrevista recebendo Mônica Hillman, desenvolvedora front-end e instrutora na Alura. A conversa percorre desde os primeiros contatos com HTML no Tumblr, ainda na adolescência, até a promoção para pleno no Magalu — passando por um burnout que quase a fez desistir da programação.

O que foi discutido

  • Os primeiros contatos de Mônica com tecnologia, do Ragnarok ao Tumblr
  • A trajetória em cursos técnicos, faculdade de tecnologias digitais e suporte de TI
  • A primeira oportunidade como desenvolvedora e o burnout que quase a fez desistir
  • Como surgiu a virada para a educação, na Alura, e o retorno à área técnica
  • A promoção para pleno no Magalu vindo de uma experiência majoritariamente educacional
  • Como aprendeu inglês se candidatando a vagas sem intenção real de aceitá-las
  • Os planos de futuro entre a parte técnica, educacional e de comunidade

Principais pontos

A curiosidade infantil como raiz da carreira

O primeiro contato de Mônica com tecnologia veio de mexer em layouts de blog e Tumblr na adolescência, sem entender exatamente o que estava fazendo — só sabia que funcionava. Esse tipo de exploração despretensiosa, comum a muitos profissionais da área, plantou a base para a escolha posterior por um curso técnico em programação web.

O burnout veio de pular etapas

Ao tentar acelerar a carreira indo direto para React sem consolidar os fundamentos de JavaScript, Mônica passou por um burnout que a impediu de sequer sentar para mexer no computador por três meses. A experiência reforça que pular processos técnicos pode cobrar um preço alto.

Ir para a educação não fecha portas técnicas, mas exige provar isso

Depois do burnout, Mônica encontrou na Alura uma virada de carreira, mas enfrentou preconceito em entrevistas técnicas por ter "só" experiência em educação. A saída foi demonstrar, na prática, que sabia explicar o porquê das decisões técnicas — o que pesou mais do que os cinco meses formais de experiência de mercado que tinha à época.

Aprender inglês através de entrevistas de emprego

Sem afinidade com cursos tradicionais de idioma, Mônica decidiu se candidatar a vagas em inglês propositalmente para praticar conversação em situações reais — mesmo sem intenção de aceitar a proposta. A estratégia, incomum, ajudou a perder o bloqueio de falar com nativos e a praticar entrevistas ao mesmo tempo.

Comunicação escrita ganhou peso com o trabalho remoto

Além da comunicação verbal, Mônica destaca a importância crescente de escrever com clareza em ambientes assíncronos como chats de equipe. Uma mensagem mal escrita pode gerar reuniões desnecessárias só para esclarecer o que poderia ter sido dito de forma direta por texto.

Frase de destaque

"Vai lá, tenta. Arrisca. Não deu certo? Tenta de novo." por Mônica Hillman

Lições do episódio

  1. Explorar tecnologia sem pressa ou objetivo definido, como em projetos pessoais despretensiosos, pode revelar interesses que se tornam carreira.
  2. Pular etapas fundamentais para acelerar o crescimento tem um custo real — inclusive para a saúde mental.
  3. Experiência em educação é experiência técnica válida; é preciso comunicar isso com clareza em processos seletivos.
  4. Buscar situações reais de prática, mesmo fora do contexto óbvio, pode acelerar o aprendizado de uma nova habilidade, como um idioma.
  5. Comunicação escrita clara evita reuniões desnecessárias e ganha peso em ambientes remotos.
  6. Compartilhar o processo de aprendizado publicamente, mesmo antes de se sentir pronto, pode gerar oportunidades inesperadas.