
Estágio com Stefani Matavelli
Resumo do episódio 70 do AguiarDev Talks. Prefere assistir? Veja o episódio completo →
Tiago Aguiar e Rafael Peixoto recebem Stefani Matavelli, fundadora da RemoteUp, para explorar uma das questões mais frequentes de quem está começando na área de tecnologia: por que conseguir estágio parece tão difícil — e o que realmente pode mudar isso.
O que foi discutido
- Por que estágio ficou mais competitivo e o papel da alta exigência para cargos de entrada
- Os erros mais comuns que eliminam candidatos logo na triagem
- Como estruturar currículo e LinkedIn de forma estratégica
- Onde encontrar vagas além do LinkedIn — e por que candidatar cedo faz diferença
- Como criar experiência quando ainda não se tem nenhuma
- O que recrutadores realmente observam ao analisar perfis
- Visibilidade profissional: por que aparecer faz parte do jogo desde o início da carreira
Principais pontos
Alta exigência até para cargos de entrada
A lei do estágio prevê que a vaga seja para aprendizagem, mas muitas empresas — especialmente as de menor porte — pedem experiência prévia mesmo para estagiários. O motivo é direto: essas empresas precisam de alguém que entregue trabalho de analista ou assistente, mas contratam como estagiário. Conhecer essa dinâmica ajuda o candidato a calibrar expectativas e escolher melhor onde se candidatar.
O impacto da IA no recrutamento de iniciantes
Desde 2022, praticamente todas as vagas de estágio passaram a exigir conhecimento em ferramentas de IA. O movimento vem de gestores não-técnicos que acreditam poder contratar menos pessoas se o estagiário souber usar bem essas ferramentas — uma expectativa que nem sempre se confirma na prática. Para o candidato, dominar ao menos uma ferramenta de IA virou requisito de entrada, não diferencial.
Criar experiência quando não se tem experiência
Voluntariado, extensões acadêmicas, grupos de estudos, iniciação científica e projetos no GitHub são formas legítimas de construir histórico técnico. O ponto crítico é não misturar essas experiências com a sessão de "experiência profissional" no currículo — cada categoria deve ter sua própria seção, com descrição e tecnologias utilizadas.
O delay nas plataformas de vagas e como contorná-lo
Vagas publicadas em plataformas externas chegam ao LinkedIn com 3 a 6 horas de atraso, porque o processo de sincronização não é em tempo real. Candidatar-se diretamente no site da plataforma de recrutamento ou na seção "trabalhe conosco" da empresa aumenta as chances de ser visto antes da maioria — algumas empresas nem chegam a publicar vagas em redes sociais, recrutando apenas pelo banco de talentos interno.
Visibilidade é parte do jogo profissional
Não é preciso se tornar influenciador, mas "quem não aparece não é lembrado". Pode parecer clichê, mas essa é a realidade. Publicar uma vez por semana e interagir de forma genuína no LinkedIn constrói uma rede de qualidade ao longo do tempo — e isso começa a fazer diferença muito antes do primeiro estágio. A lógica vale também dentro da empresa: quem aprende a mostrar o que entrega cresce mais rápido.
Frase de destaque
"quando você não tem experiência você precisa criar sua experiência" por Stefani Matavelli
Lições do episódio
- Definir uma área de foco desde o início evita dispersão nos estudos e aumenta a relevância do perfil nas triagens.
- Candidate-se diretamente nas plataformas de emprego e no "trabalhe conosco" das empresas — não espere as vagas chegarem ao LinkedIn.
- Sem experiência profissional, crie a sua: voluntariado, extensões acadêmicas e projetos no GitHub contam e devem aparecer em seções próprias no currículo.
- Visibilidade não é opcional: publicar e interagir genuinamente no LinkedIn uma vez por semana constrói a rede que abre portas ao longo do tempo.
- No estágio, peça ajuda cedo, mostre o que está entregando e demonstre proatividade — essas atitudes definem quem cresce na carreira.
- Ferramentas de candidatura automática ainda trazem muitas vagas desatualizadas; a curadoria manual em fontes confiáveis tende a render resultados mais reais.