
Entrevista com Giovanna Moeller
Resumo do episódio 66 do AguiarDev Talks. Prefere assistir? Veja o episódio completo →
Estreando o formato de live no YouTube, Tiago Aguiar recebe Giovanna Moeller, engenheira de software especializada em Inteligência Artificial e Machine Learning, premiada por Meta, Apple e Google aos 24 anos. A conversa passa pelo início técnico no ensino médio, pelas competições internacionais e por uma reflexão direta sobre o impacto da IA na profissão de desenvolvedor.
O que foi discutido
- O início de Giovanna na tecnologia através do ensino técnico integrado
- A primeira oportunidade de estágio ainda durante o ensino técnico
- O trabalho atual em uma startup de inteligência artificial
- Se a inteligência artificial é hype ou veio para ficar
- Qual perfil de desenvolvedor corre mais risco de ser substituído pela IA
- O que a carreira em tecnologia proporcionou além da remuneração
- As premiações internacionais recebidas da Apple, Google e Meta
- Ferramentas de IA generativa usadas no dia a dia, do Claude Code ao Gemini
Principais pontos
O ensino técnico foi a porta de entrada real para a programação
O primeiro contato de Giovanna com lógica de programação veio do curso técnico integrado ao ensino médio, começando com uma linguagem mais dura como C e evoluindo para PHP e JavaScript. Foi esse percurso, incluindo o desenvolvimento de um e-commerce como projeto de conclusão de curso, que revelou a possibilidade de construir coisas usadas por outras pessoas.
Comunicação e entendimento de negócio blindam contra a substituição por IA
Diante do avanço de ferramentas como o Claude Code, que já geram aplicações funcionais a partir de um pedido simples, Giovanna defende que programação nunca foi só sobre escrever código. Quem entende profundamente a regra de negócio e sabe revisar criticamente o que a IA gera tende a se manter relevante; quem apenas aceita sugestões sem entender fica mais exposto.
A pandemia gerou uma percepção distorcida sobre o mercado de tecnologia
O boom de contratações e cursos prometendo empregos em seis meses criou expectativas equivocadas sobre a facilidade de entrada na área. A realidade é que tecnologia é um campo vasto, com muitas frentes possíveis além de programar, e que exige preparo técnico contínuo, não apenas um curso rápido.
Competições internacionais recompensam impacto social, não só código
A vitória de Giovanna no Swift Student Challenge da Apple veio de um aplicativo educacional que ensinava algoritmos de busca binária e ordenação de forma visual — um projeto criado em poucos dias, após ela descartar uma ideia anterior por não enxergar impacto social suficiente nela. A experiência incluiu uma viagem ao Apple Park para conhecer engenheiros da empresa.
Ferramentas de IA generativa têm usos que vão além de gerar código
Além do Claude Code para desenvolvimento, a conversa passa por Gemini (destacado pela janela de contexto ampla), ChatGPT e até geração de vídeo com IA — uma área ainda cara e limitada, mas em rápida evolução. O consenso é que cada ferramenta tende a se destacar em tarefas específicas, não existindo uma solução única para tudo.
Frase de destaque
"O programador nunca vai só escrever código — quem sabe se comunicar bem, que entende muito bem da regra de negócio, do seu produto, isso faz total diferença" por Giovanna Moeller
Lições do episódio
- Dominar uma ferramenta de IA generativa deixou de ser diferencial e virou expectativa mínima em processos seletivos.
- Entender profundamente a regra de negócio e revisar criticamente código gerado por IA é o que protege a relevância de um desenvolvedor no mercado atual.
- Tecnologia é um campo vasto — antes de se comprometer com uma trilha, vale experimentar diferentes frentes (dados, segurança, mobile, IA).
- Projetos com impacto social real se destacam mais em competições e processos seletivos do que soluções puramente técnicas.
- Não existe uma IA generativa "melhor" universalmente — cada ferramenta tende a se destacar em tarefas específicas.
- Persistência em construir projetos pessoais, mesmo pequenos, mantém viva a motivação técnica fora do ambiente de trabalho.