Aguiar Dev
Entrevista com Giovanna Moeller
Carreira·13 de janeiro de 2026·4 min

Entrevista com Giovanna Moeller

Resumo do episódio 66 do AguiarDev Talks. Prefere assistir? Veja o episódio completo →

Estreando o formato de live no YouTube, Tiago Aguiar recebe Giovanna Moeller, engenheira de software especializada em Inteligência Artificial e Machine Learning, premiada por Meta, Apple e Google aos 24 anos. A conversa passa pelo início técnico no ensino médio, pelas competições internacionais e por uma reflexão direta sobre o impacto da IA na profissão de desenvolvedor.

O que foi discutido

  • O início de Giovanna na tecnologia através do ensino técnico integrado
  • A primeira oportunidade de estágio ainda durante o ensino técnico
  • O trabalho atual em uma startup de inteligência artificial
  • Se a inteligência artificial é hype ou veio para ficar
  • Qual perfil de desenvolvedor corre mais risco de ser substituído pela IA
  • O que a carreira em tecnologia proporcionou além da remuneração
  • As premiações internacionais recebidas da Apple, Google e Meta
  • Ferramentas de IA generativa usadas no dia a dia, do Claude Code ao Gemini

Principais pontos

O ensino técnico foi a porta de entrada real para a programação

O primeiro contato de Giovanna com lógica de programação veio do curso técnico integrado ao ensino médio, começando com uma linguagem mais dura como C e evoluindo para PHP e JavaScript. Foi esse percurso, incluindo o desenvolvimento de um e-commerce como projeto de conclusão de curso, que revelou a possibilidade de construir coisas usadas por outras pessoas.

Comunicação e entendimento de negócio blindam contra a substituição por IA

Diante do avanço de ferramentas como o Claude Code, que já geram aplicações funcionais a partir de um pedido simples, Giovanna defende que programação nunca foi só sobre escrever código. Quem entende profundamente a regra de negócio e sabe revisar criticamente o que a IA gera tende a se manter relevante; quem apenas aceita sugestões sem entender fica mais exposto.

A pandemia gerou uma percepção distorcida sobre o mercado de tecnologia

O boom de contratações e cursos prometendo empregos em seis meses criou expectativas equivocadas sobre a facilidade de entrada na área. A realidade é que tecnologia é um campo vasto, com muitas frentes possíveis além de programar, e que exige preparo técnico contínuo, não apenas um curso rápido.

Competições internacionais recompensam impacto social, não só código

A vitória de Giovanna no Swift Student Challenge da Apple veio de um aplicativo educacional que ensinava algoritmos de busca binária e ordenação de forma visual — um projeto criado em poucos dias, após ela descartar uma ideia anterior por não enxergar impacto social suficiente nela. A experiência incluiu uma viagem ao Apple Park para conhecer engenheiros da empresa.

Ferramentas de IA generativa têm usos que vão além de gerar código

Além do Claude Code para desenvolvimento, a conversa passa por Gemini (destacado pela janela de contexto ampla), ChatGPT e até geração de vídeo com IA — uma área ainda cara e limitada, mas em rápida evolução. O consenso é que cada ferramenta tende a se destacar em tarefas específicas, não existindo uma solução única para tudo.

Frase de destaque

"O programador nunca vai só escrever código — quem sabe se comunicar bem, que entende muito bem da regra de negócio, do seu produto, isso faz total diferença" por Giovanna Moeller

Lições do episódio

  1. Dominar uma ferramenta de IA generativa deixou de ser diferencial e virou expectativa mínima em processos seletivos.
  2. Entender profundamente a regra de negócio e revisar criticamente código gerado por IA é o que protege a relevância de um desenvolvedor no mercado atual.
  3. Tecnologia é um campo vasto — antes de se comprometer com uma trilha, vale experimentar diferentes frentes (dados, segurança, mobile, IA).
  4. Projetos com impacto social real se destacam mais em competições e processos seletivos do que soluções puramente técnicas.
  5. Não existe uma IA generativa "melhor" universalmente — cada ferramenta tende a se destacar em tarefas específicas.
  6. Persistência em construir projetos pessoais, mesmo pequenos, mantém viva a motivação técnica fora do ambiente de trabalho.