Aguiar Dev
Meu primeiro estágio
Carreira·16 de setembro de 2026·5 min

Meu primeiro estágio

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Resumo do episódio 74 do AguiarDev Talks. Prefere assistir? Veja o episódio completo →

Victória Dantas é estudante de Ciência da Computação e está no seu primeiro estágio como desenvolvedora backend. Neste episódio, ela conta a Tiago Aguiar e Rafael Peixoto como foi conquistar essa vaga: os medos, a busca ativa por oportunidades, o processo seletivo e os primeiros desafios no ambiente corporativo — além de como está lidando com a inteligência artificial nesse início de carreira.

O que foi discutido

  • Origem do interesse pela área — Victória acompanhou a rotina do irmão programador desde cedo, o que despertou a curiosidade pela Ciência da Computação.
  • Momento certo para buscar o primeiro estágio — desde o primeiro mês de faculdade ela já se candidatava, mesmo insegura.
  • Busca ativa além das plataformas de vagas — mensagens diretas para CTOs de empresas e presença em grupos de networking na faculdade e no Discord.
  • Medo e síndrome do impostor — como encarar o processo mesmo sem se sentir "pronta".
  • O processo seletivo — da primeira entrevista, sem sucesso, até a segunda oportunidade com o mesmo tech leader, meses depois.
  • Primeiros dias no estágio — mudança de ambiente, sensação de despreparo e a importância de perguntar tudo.
  • Conciliar faculdade e trabalho — como organizar o tempo entre estudo por fora, aulas e responsabilidades do estágio.
  • Uso da IA no início de carreira — o conselho do tech leader de não depender de inteligência artificial nesta fase de aprendizado.

Sobre Victória Dantas

Victória está no quarto semestre de Ciência da Computação, cursando a distância para conciliar estudo e trabalho. Seu interesse pela tecnologia nasceu observando a rotina do irmão, programador há 8 anos no mercado. Desde o início da faculdade, ela adotou uma postura de busca ativa por oportunidades — construindo rede de contatos em grupos de estudo e mandando mensagens diretas para empresas — até conquistar seu primeiro estágio como desenvolvedora backend, onde atua há cerca de cinco meses.

Principais pontos

A busca ativa fez a diferença

Victória não esperou uma vaga aparecer nas plataformas tradicionais — ela foi atrás diretamente, mandando mensagens para CTOs de empresas assim que entrou na faculdade. Essa postura, somada à participação em grupos de networking formados dentro da própria faculdade e em comunidades no Discord, foi o que abriu a porta para sua primeira entrevista. O próprio tech leader que a contratou só voltou a procurá-la meses depois, para uma vaga diferente, porque ela continuava ativa e visível.

Encarar o medo em vez de adiar

Victória relata que sentiu muito medo antes das primeiras entrevistas, a ponto de cogitar recuar quando foi chamada para um processo de estágio ainda no início do curso. A virada aconteceu quando decidiu não adiar mais a oportunidade, entendendo que a insegurança faria parte do processo, mas não podia ser o que a impedia de tentar.

"Chegou um determinado momento (...) eu falei: não quero saber, se eu me deixar levar pelo medo, infelizmente eu não vou conseguir." — Victória Dantas

Presença ativa é o que te torna encontrável

Um dos pontos centrais da conversa foi a importância de compartilhar a própria jornada nas redes, mesmo sem se considerar um "influenciador". Foi justamente um post no LinkedIn comemorando a conquista do estágio que fez Tiago conhecer a história de Victória e convidá-la para o podcast — reforçando que presença mínima é o que permite que as oportunidades certas te encontrem.

"Você não precisa que milhares de pessoas te vejam, você precisa que uma pessoa veja, é uma pessoa/oportunidade que pode mudar a sua história." — Tiago Aguiar

O primeiro estágio expõe o despreparo — e está tudo bem

Ao chegar no primeiro dia de trabalho, Victória sentiu que nada tinha te preparado totalmente: desde a mudança do sistema operacional até lidar com um sistema legado que não foi ela quem construiu. O que ajudou a superar essa fase foi adotar como hábito perguntar tudo, mesmo o que parecia óbvio, e contar com o apoio da equipe.

"Eu não senti que tava preparada. (...) Um segredo que eu coloquei pra mim era fazer perguntas em absolutamente tudo pra poder pegar mais sobre o sistema, pra poder entender um pouco mais." — Victória Dantas

IA como apoio, nunca como muleta no início de carreira

Orientada pelo próprio tech leader, Victória optou por não depender de inteligência artificial no dia a dia do estágio. Para ela, quem está começando precisa primeiro desenvolver a capacidade de resolver problemas sozinho — usar a IA para entender conceitos e tirar dúvidas, e não para copiar soluções prontas, sob risco de nunca desenvolver esse raciocínio.

"A gente que tá começando nessa área precisa aprender a resolver problemas, precisa aprender a ser independente." — Victória Dantas

Frase de destaque

"Quem corre atrás, sua hora vai chegar, tudo vai dar certo. Vocês podem ter certeza." — Victória Dantas

Lições do episódio

  1. Busca ativa vale mais do que esperar: mandar mensagem direto para quem decide reduz a dependência de plataformas de vagas.
  2. Compartilhar a própria jornada nas redes, mesmo em pequenas conquistas, aumenta a chance de ser encontrado pela oportunidade certa.
  3. O medo faz parte do processo — a diferença está em não deixar que ele adie indefinidamente a decisão de tentar.
  4. Perguntar tudo no início de um novo trabalho não é fraqueza, é a forma mais rápida de aprender o contexto de um sistema que você não construiu.
  5. Usar IA para entender o problema, não para pular a etapa de pensar sobre ele, é o que preserva o desenvolvimento do raciocínio técnico em quem está começando.
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