Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, este episódio apresenta uma lista de mulheres brasileiras que vêm fazendo a diferença no mundo da tecnologia. Em vez de repetir nomes internacionais já conhecidos, o recorte é propositalmente nacional e recente, buscando histórias mais próximas da realidade de quem está começando ou migrando de carreira no Brasil.
O ponto de partida da lista é desmontar a ideia de que a baixa presença de mulheres em tecnologia tem relação com formação ou capacidade técnica. Segundo a pesquisa citada do IBGE, apenas 20% das vagas do setor são ocupadas por mulheres — um número que não se explica pelo grau de escolaridade, já que a pesquisa aponta justamente o contrário: mulheres tendem a ter nível de instrução mais elevado que os homens na mesma comparação. Isso reforça que a barreira é de acesso e oportunidade, não de preparo.
"Segundo a pesquisa feita pela IBGE, somente 20% das vagas são ocupadas por mulheres e isso não tem nada a ver com o grau de escolaridade." por Tiago Aguiar
Regina Asher aparece na lista por trazer ao Brasil o modelo da ONG peruana Laboratoria, que capacita mulheres para o mercado de tecnologia. Em 2018, o programa formou 60 meninas em São Paulo, com plano de expansão para a América Latina, e hoje conta com parceiros como Microsoft, Google e IBM. O caso ilustra como programas de capacitação direcionados funcionam como ponte entre mulheres sem histórico na área e as primeiras oportunidades reais no setor.
"Em 2018, a laboratória capacitou 60 meninas em São Paulo. A ideia é que esse modelo se expanda pela América Latina." por Tiago Aguiar
Várias das trajetórias destacadas passam por empreender, não apenas ocupar cargos técnicos. Nina Silva é cofundadora do movimento Black Money e da fintech Black Bank, voltada a crédito para empreendedores negros, depois de 17 anos passando por empresas como Oi, L'Oréal e Hasbro. Ana Fontes fundou a Rede Mulher Empreendedora, que já ajudou mais de 270 mil empreendedoras pelo país. Camila Chuquer soma duas iniciativas — a consultoria Ponte 21 e a plataforma educacional MasterTech — com foco em ensinar tecnologia e inovação a jovens.
"Ana Fontes é fundadora da Rede Mulher Empreendedora, tendo ajudado mais de 270 mil mulheres empreendedoras país afora." por Tiago Aguiar
Nem toda influência vem de um produto ou empresa: Bia Granja é citada pela criação do U-PIX, que nasceu como revista sobre a internet e se tornou um evento de peso, além de ter sido reconhecida pela revista Época entre os 100 brasileiros mais influentes. O ponto reforça que ocupar espaço de análise e crítica sobre tecnologia também é uma forma relevante de influência no setor.
"Em 2013, Bia foi nomeada pela revista Época como uma dos 100 brasileiros mais influentes." por Tiago Aguiar
"Um dos nomes atrás dessa fintech de sucesso, que hoje está avaliada em mais de 1 bilhão de dólares, é a Cristina Junqueira." por Tiago Aguiar
Tiago Aguiar